CAMPUS DA UERN JÁ

CAMPUS DA UERN JÁ
REGIÃO AGRESTE MERECE RESPEITO!

domingo, 27 de janeiro de 2013

4ª REUNIÃO DA COMISSÃO EM DEFESA DOS CAMPUS DA UERN E UFRN AVANÇA!

 4ª reunião definiu estratégias para avançar na luta
 Geisla lendo as propostas aprovadas na 4ª reunião
 Aldo, Maneyse, Mônica, Abraão, Geisla, Edilson, Abson, Lucleide e Eduardo Vasconcelos
 Geisla secretariou a 4ª reunião da comissão
 Comissão determinada a seguir em frente
Ontem membros da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN esteve reunidos pela 4ª vez na Escola Estadual Rosa Pignataro - Nova Cruz e definiram alguns pontos que na prática avança na luta!

A reunião começou as 9:15 em uma das salas de aula da escola sob a coordenação de Eduardo Vasconcelos, secretariado pela Geisla e Abson.  Após os informes da semana foi discutidos estratégias para conseguir o apoio maciço da sociedade da Região Agreste.  Visando isso a comissão deliberou as seguintes propostas:  Marcação de audiências com prefeitos da região, reniões intinerantes nas comunidades de Nova Cruz e cidades da Região Agreste, aproximando-se assim da sociedade, ir as rádios locais divulgar a comisão e seus objetivos, solicitar novamente audiências com a SEEC/RN, CEE-RN, UERN e UFRN com objetivos de unir forças para a viabilidade dos campus e a participação da comissão no Curso de Formação de Políticas Culturais, Educacionais e Estudantis previsto para os dias 09 e 10 de março em Baía Formosa, oportunidade em que a comissão buscará ampliar apoios.

Próxima reunião será na comunidade do Juriti-Nova Cruz, ás 9h no Centro Social daquela comunidade.

A comissão estará em alerta caso seja confirmado alguma audiência, como ocorreu com a Deputada Márcia Maia.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

SÁBADO, 26 REUNIÃO DA COMISSÃO EM DEFESA DOS CAMPUS DA UERN E UFRN JÁ!

A Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN estará se reunindo mais uma vez no próximo sábado, 26, ás 9h na Escola Estadual Rosa Pignataro - Nova Cruz/RN, onde debaterão assuntos ligados as formas de trabalhar para ampliação da comissão, irão repassar os últimos informes e o que serão feitos no decorrer dos trabalhos da Assembleia Legislativa do RN.

A comissão começa a ganhar a simpatia da sociedade agresteira e em especial a de Nova Cruz, pois a mesma não para um minuto, já estiveram na assembleia, se reuniram com a Deputada Márcia Maia, participaram do VII Encontro Estadual de Cultura, de onde vários sindicatos presentes se solidarizaram com a comissão, enfim na próxima reunião a coordenação terá muitas informações para passar aos presentes.

É bem da verdade que já é unanimidade entre a comissão que a mesma terá que fazer atividades, tipo Audiências Públicas, Atos Públicos, reuniões nas cidades do Agreste, etc, etc.

A comissão aproveita para convidar todos aqueles que acreditam na vitória a comparecerem na reunião em data e hora citada acima.

Só se conquista com muita luta!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

COMISSÃO EM DEFESA DOS CAMPUS DA UERN E UFRN CONQUISTA ESPAÇO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RN

 Comissão foi muito bem recebida pela Deputada MÁRCIA MAIA-PSB
A deputada estadual Márcia Maia recebeu no final da manhã desta quinta-feira (17), em seu gabinete, na Assembleia Legislativa, a Comissão em defesa dos Campi da UERN e UFRN para Nova Cruz e região Agreste. A parlamentar, que já havia se comprometido com o movimento através de um documento enviado a comissão, reafirmou o compromisso e prometeu apresentar um requerimento ao Governo do Estado solicitando a transformação do núcleo em Campus após o fim do recesso parlamentar na Assembleia Legislativa.

Além disso, Márcia informou que fará um pronunciamento e uma audiência pública para tentar dar prosseguimento ao pleito dos representantes da região Agreste. O custo estimado para transformação do núcleo estadual em Campus está por volta dos R$ 7 milhões.

“Faremos no Legislativo Estadual um movimento para que outros parlamentares abracem a questão. Vamos procurar ainda a bancada federal do Rio Grande do Norte para defender uma parceria para garantir que esse pleito possa ser atendido, pois é um benefício que vai além de Nova Cruz, pois atenderá toda região, garantindo o crescimento ainda maior da região”, justificou Márcia Maia.

Atualmente, pouco mais de 200 estudantes são beneficiados pela Universidade Estadual que tem sofrido com a falta de estrutura e equipamentos para desenvolvimento das atividades dos cursos de Direito e Ciências da Computação. A região Agreste não tem Campi da UERN ou UFRN.

“Existe uma carência muito grande na região de uma estrutura para o desenvolvimento de atividades. As pessoas estão sendo obrigadas a sair de suas cidades para outras regiões para poder estudar”, alertou Eduardo Vasconcelos, coordenador-geral da comissão.

O mandato aderiu ainda ao movimento pela instalação de um Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no município para atender toda a região agreste do estado. A busca pelo Campus federal também deve entrar na pauta de discussões com a bancada norte-riograndense, em Brasília.

Além da parlamentar e do coordenador-geral, participaram ainda da reunião Andriele Valério, Geisla Varela e Junior Galdino, trio também integrante da comissão. “Procuramos todos os deputados na Assembleia Legislativa, mas a deputada Márcia foi a única, até aqui, a nos dar um retorno. Vejo as portas se abrirem para Nova Cruz e a região como um todo”, disse Vasconcelos.

http://www.marciamaia.com.br//noticia.php?id=756

EXPANSÃO UNIVERSITÁRIA É NECESSIDADE DO BRASIL

Porém, garantir a qualidade é um desafio importante, tema foi alvo de debates no CONEB da UNE
O tamanho do Brasil não corresponde ao tamanho da sua universidade. O país, que ocupa uma das maiores extensões teritoriais do planeta, que produz riquezas naturais diversas, que tem a formação multicultural de um povo etnicamente colorido, ainda possui uma rede de ensino superior aquém das suas dimensões e, principalmente das suas necessidades. A universidade não inclui, fielmente, a poopulação brasileira.

“Considerando que a universidade deve servir à soberania nacional, integrada ao projeto de nação e promotora da qualidade de vida, o que temos é ainda muito pouco”, declarou na tarde deste domingo (20) o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) durante mesa de debates do CONEB da UNE na Universidade Federal de Pernambuco.

Na companhia do senador, do secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação Amaro Pessoa Lins e do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) Carlos Maneschy, estudantes de todo o Brasil participaram do debate, que teve como tema “A expansão do sistema federal de ensino superior”.

O secretário do MEC apresentou um balanço do trabalho do governo federal, nos últimos anos, para ampliar a rede das universidades. Mostrou números e gráficos que foram levantados e destrinchados em uma comissão formada por técnicos do ministério em colaboração com estudantes da UNE. O relatório foi entregue em mãos ao ministro Aloizio Mercadante pelo presidente da UNE Daniel Iliescu mais cedo, também na UFPE.

À frente dos reitores de todo o Brasil, que lidam com demandas diversas para o desenvolvimento de cada universidade, Carlos Maneschy se declarou positivo frente ao atual processo de expansão, mas cobrou mais investimentos no setor:

“Precisamos apostar que a sociedade pode ser muito mais virtuosa com o desenvolvimento das universidades. No Brasil, todas as grandes transformações tecnológicas tiveram, a seu tempo, a colaboração da universidade, principalmente da área da pesquisa. Essa é uma característica do nosso crescimento enquanto país. Por isso, os investimentos em expansão precisam avançar”, declarou.

EXPANDIR COM QUALIDADE

A UNE defende a expansão dentro de um projeto de reforma universitária, porém com grande atenção à qualidade de ensino. Para isso, luta pela destinação de 10% do PIB para a educação como meta prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Como estratégia concreta para alcançar essa cifra e, consequentemente, garantir a expansão universitária de qualidade, a UNE defende a destinação de 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação.
Artênius Daniel

domingo, 20 de janeiro de 2013

VII ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA: FORTALECENDO A COMISSÃO EM DEFESA DOS CAMPUS DA UERN E UFRN JÁ!

 Abertura do VII ENCONTRO ESTADUAL DE CULTURA - VII EEC

 Plenário atento as discussões

 Mesa bastante representativa




 Fátima Cardoso/SINTES-RN: O PNDE TEM QUE ESTAR A FAVOR DA SOCIEDADE
 Grupo de Dança: Sol do Agreste - E. E. Alberto Maranhão/Nova Cruz
 Fátima Cardoso atenta a apresentação

 Sandoval Lopes - SINDHOTELEIROS/RN clicando tudo
 Grupo de Dança SOL DO AGRESTE
 Edinaldo Gomes-SENALBA/RN atento também as apresentações

 Eduardo Vasconcelos na entrega do Diploma de Honra ao Mérito a Fátima Cardoso
 Parada Obrigatória - almoço
 Racismo e Cotas - Sandoval Lopes
 Sandoval Lopes
 Edinaldo Gomes
 Irlane Taynara/Santo Antonio: Questionamentos sobre as COTAS
 Silvana Katyusca-FATERN-Santo Antonio: Cotas Sociais
 De volta do almoço, direto para as discussões

 Edinaldo Gomes recebendo das mãos do EDUARDO/CPC/RN o Diploma de Honra ao Mérito
 Sandoval Lopes-SINDHOTELEIROS/RN recebendo o Diploma de Honra ao Mérito da Andressa Santos - AMES-NOVA CRUZ/RN
 Tema: CAMPUS DA UFRN JÁ
 Rebouças: O SINTEST ESTÃO COM VOCÊS!
 Ismael: Toda conquista precisa antes de tudo de MUITA LUTA, o SINTEST estão com vocês!
 Grande LUCAS secretariando a mesa dos trabalhos
 Eduardo Vasconcelos:  As sementes foram plantadas, resta agora em um curto de tempo colhermos os frutos

 O VII EEC serviu para a ampliação da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN

 Rebouças/SINTEST/RN agradecendo o Diploma de Honra ao Mérito

Ontem (19), várias lideranças estudantis, culturais e professores/as participaram do VII EEC. promovido pelas entidades, CPC/RN, CPC DA ANE/RN e ANE/RN no SESC LER de Nova Cruz. Após a composição da mesa e a palavra facultada foi feito uma apresentação do Grupo de Dança SOL DO AGRESTE da E. E. Alberto Maranhão - Nova Cruz/RN, coordenada pela professora, Ilvaita. Durante todo o dia.  Foram vários debates sobre PNDE - Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação, ministrada pela Coordenadora Geral do SINTE/RN, Fátima Cardoso, iniciada ás 10h.  Em seguida foi realizada uma Mesa Redonda sobre Racismo e Cotas, ministradas pelos senhores, Edinaldo Gomes, presidente do SENALBA/RN e Sandoval Lopes, presidente do SINDHOTELEIROS/RN, depois houve breve parada para o almoço oferecido pelos organizadores do evento na E. E. Joanita Arruda Câmara.

Retornando ás 13:30, com uma palestra sobre as Pespectivas do Campus da UFRN para Nova Cruz, ministrada pelos Coordenadores do SINTEST/RN, Rebouças e Ismael.

O resultados de todos esses debates foi várias informações obtidas, sem falar nas propostas aprovadas como, atos públicos, audiências públicas, reuniões e o fortalecimento da luta em prol das universidades, UERN e UFRN.  Todos os sindicatos presentes se prontificaram a engajar-se na luta com as entidades e Comissão na Defesa dos interesses da sociedade agresteira.

Fátima Cardoso endossou a luta, colocando o sindicato a disposição de todos para o embate do tema ora discutido, agradecendo e louvando a iniciativa do CPC e ANE pela realização do encontro e conclamou todos também para a defesa do PNDE, que dentro de alguns meses irá ser votado pelo Congresso Nacional e a sociedade tem ficar em alerta, "pressionando" a bancada federal para votar da maneira que a sociedade almeja, principlamente a classe educacional brasileira.  No final, Fátima Cardoso recebeu das mãos do presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados a EDUCAÇÃO E A CULTURA POTIGUAR.

No debate Racismo e Cotas como já era de se esperar houve muitas muitas divergências, evidente que em toda a democracia existe opiniões contrárias e outras a favor, principalmente no tema COTAS!  Muitos dos presentes estavam preocupados na ampliação das COTAS para outros setores, ou outras camadas da sociedade, e os "brancos" serão prejudicados?, pois foi declarado por alguns participantes de cor "branca", que  também estão na linha de probreza e ai?  O certo seria uma COTA SOCIAL, falou uma participante, o que foi acolhida por todos.  O presidente do SENALBA/RN, Edinaldo Gomes lançou uma proposta de redigir uma NOTA DE REPÚDIO aos prefeitos que não autorizaram veiculos para os estudantes/artistas culturais PARTICIPAREM  DO VII EEC, que para ele isso é um ABSURDO!  Todos aprovaram a proposta.  Sandoval Lopes do SINDHOTELEIROS/RN incentivou a ampliação da luta e da comssão em prol da UERN E UFRN, colocando que a lei das COTAS se fez necessário pelo fato dos NEGROS e INDIOS terem sidos excluídos da sociedade brasileira quando foram escravizados pelos protugueses, ficando de fora das escolas, etc.  Ou seja é uma dívida que a sociedade brasileira tem para com eles.  Ambos os presidentes se prontificaram a entrarem na luta em prol dos Campus da UERN e UFRN.  No final ambos foram agraciados com o Diploma de Honra ao Mérito.  Os mesmos ficaram emocionados e agradeceram as homenagens.

Na parte da tarde houve a realização de uma Mesa Redonda cujo tema foi a Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, debatidos pelos companheiros do SINTEST-RN, Rebouças e Ismael.  Umas verdadeira aula de conhecimento sobre a UFRN!  Todos os presentes ficaram informadíssimos a respeito de toda a situação da UFRN.  Questão pedagógica, extensão e financeira.  O SINTEST propõs a marcar uma audiência com a reitora Ângela Paiva para que juntos com a comissão fossem abordados a volta do Campus para Nova Cruz.  Todos os presentes em forma de reconhecimento bateram palmas.  Além do mais o SINTEST colocou toda a sua estrutura a disposição da luta pelo campus, propondo inclusive atos públicos nas cidades da Região Agreste, Audiências Públicas e contatos com os prefeitos da região, é claro que todos os presentes elogiaram a atitude do sindicato e aprovaram por unanimidade.  No encerramento da palestra o SINTEST recebeu o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestado a comunidade acadêmica e a parceria que o mesmo vem tendo com as entidades promotora do evento.

Encerrando o evento o grupo de HIP HOP da cidade de Montanhas fizeram uma apresentação na quadra de esporte do SESC.  Todos os presentes receberam certificados do VII EEC.

Foi marcado para os dias 9 e 10 de março um curso de formação com todos os diretores/as, entidades e a comissão em defesa da UERN e UFRN na cidade de Baía Formosa.  Participaram ainda por conta própria estudantes das cidades de Santo Antonio e Santa Cruz.

As entidades agradecem as Prefeituras de Nova Cruz, Montanhas e Baía Formosa, SINTE/RN, SINTE Regional de Nova Cruz, SINTE Regional de Santa Cruz, 7ª DIRED/Santa Cruz, SINDHOTELEIROS/RN, SENALBA/RN, SINDSAÚDE/RN, SINTEST/RN, E. E. Joanita Arruda Câmara-Nova Cruz, E. E. Francisco de Assis Dias Ribeiro-Santa Cruz, UNE, UBES, AAASL-SANTA LUZIA-NOVA CRUZ/RN, AMEC/MONTANHAS, AFEC/BAÍA FORMOSA, CESC-SANTA CRUZ, GRÊMIO ESTUDANTIL PAULO FREIRE-E. E. JOSÉ BEZERRA CAVALCANTE-SANTA CRUZ, Marcelo Bondade, Granja Miramar e a todos que de uma forma direta ou indereta contribuiram para o sucesso do evento.

domingo, 13 de janeiro de 2013

A IRRESPONSABILIDADE DO PODER PÚBLICO


Leonardo Boff - Em meados de janeiro de 2011 publiquei um artigo sobre a necessidade da responsabilidade socioambiental por parte do poder público como já existe  a responsabilidade fiscal, que funciona relativamente bem. Era em função do tsunami que se abateu sobre as cidades serranas de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis com cerca de 900 mortos e mais de 25 mil desabrigados: gente que perdeu familiares, as casas e pertences.

Passados dois anos, somente agora começou-se a construir algumas casas. Com indignação o digo: houve irresponsabilidade e desumanidade do poder público em vários níveis. Como se trata de gente do povo, a maioria pobre, socialmente não contam. Seu sofrimento não é sentido e respeitado. Ouvi de políticos a justificativa: “os pobres sabem se defender como sempre, eles se viram, é só esperar.”

Contra esse crime de lesa-humanidade e de total falta de sentido de solidariedade, precisamos nos indignar e protestar . E dá vontade de realizar o que um dia o bispo de 84 anos, muito doente, pastor, profeta e poeta, ameaçado de morte, em São Felix do Araguaia MT sugeriu: deveríamos  reunir crianças, poetas e loucos (pois esses Deus ouve) para amaldiçoar os responsáveis pela perpetuação da desgraça das vítimas.

Nestes inícios de janeiro do corrente ano assistimos outro tsunami em Xerém, no município de Caxias, logo no início da estrada que sobre para Petrópolis. A cabeça d’agua ocorrida no topo do morro, inundou o pequeno rio, criou uma onda de água, pedra, troncos e lama que arrasou casas, ceifou vidas e deixou centenas de desabrigados. Algo semelhante ocorreu em Angra dos Reis, e em menor escala em Petrópolis.

Mais que o poder político foi um cantor popular e artista Zeca Pagodinho que mantem casa e escola em Xerém que mais mobilizou a solidariedade das pessoas. Sabemos que o poder público só funciona como panela de pressão: só colocado sob pressão permanente, insistindo,  cobrando, chateando, incomodando, como a viúva da Bíblia, que ele abandona sua inércia  e deixa de usar os álibis da burocracia e começa a fazer alguma coisa. Assim deverá ser feito agora, caso contrário, assistiremos o mesmo drama pelo qual estão passando as cidades serranas.

O acúmulo de desastres socioambientais ocorridos nos últimos tempos, com desabamentos de encostas, enchentes avassaladoras e centenas de vítimas fatais junto com a destruição de inteiras paisagens, nos obrigam a pensar na instauração  de uma lei nacional de responsabilidade sócio-ambiental, como existe a lei de responsabilidade social, com pesadas penas para os que não a respeitarem.

Já se deu um passo com a consciência da responsabilidade social das empresas. Elas não podem pensar somente em si mesmas e nos lucros de seus acionistas. Devem assumir uma clara responsabilidade social.

Mas fique claro: responsabilidade social não é a mesma coisa queobrigação social prevista em lei quanto ao pagamento dos impostos, dos encargos e dos salários; nem pode ser confundida com a resposta social que é a capacidade das empresas  de criativamente se adequarem às mudanças no campo social, econômico e técnico. A responsabilidade social é a obrigação que as  empresas assumem de buscar metas que, a meio e longo prazo, sejam boas para elas e também  para o conjunto da sociedade na qual estão inseridas.

Não se trata de fazer para a sociedade o que seria filantropia, mas coma sociedade, se envolvendo nos projetos elaborados em comum  com os municípios, ONGs e outras entidades.

Mas sejamos realistas: num regime neoliberal como o nosso,  sempre que os negócios não são tão rentáveis, diminui ou até desaparece a responsabilidade social. O maior inimigo da responsabilidade social é o capital especulativo. Seu objetivo é maximizar os lucros das carteiras que controlam. Não vêem outra responsabilidade, senão a de garantir ganhos.

Mas a responsabilidade social é insuficiente, pois ela não inclui o ambiental. São poucos os que perceberam a relação do social com o ambiental. Ela é intrínseca. Todas empresas e cada um de nós vivemos no chão, não nas nuvens: respiramos, comemos, bebemos, pisamos os solos, estamos expostos à mudanças dos climas, mergulhados na natureza com sua biodiversidade, somos habitados por bilhões de bactérias e outros microorganismos. Quer dizer, estamos dentro da natureza e somos parte dela. Ela pode viver sem nós como o fez por bilhões de anos. Nós não podemos viver sem ela. Portanto, o social sem o ambiental é irreal. Ambos vêm  sempre juntos. Esta foi a grande tônica na Cúpula dos Povos no Rio em julho de 2012.

Isso que parece óbvio, não o é para a grande parte das pessoas. Por que tratamos a natureza como externalidade, quer dizer, aquilo não entra no cômputo dos negócios? A razão reside no fato de que somos todos antropocêntricos, isto é: pensamos apenas em nós próprios. A natureza é exterior como se não fôssemos parte dela. Por isso a super-exploramos.

Somos irresponsáveis face à natureza quando desmatamos, jogamos bilhões e litros de agrotóxicos no solo, lançamos na atmosfera, anualmente, cerca de 30 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa, contaminamos as águas, destruímos a mata ciliar, não respeitamos o declive das montanhas que podem desmoronar e matar pessoas nem observamos o curso dos rios com as margens que eles precisam, que nas enchentes podem levar tudo de roldão.

Não interiorizamos o fato de que cada ser possui valor intrínseco e por isso tem direitos. Nossa democracia não pode incluir apenas os seres humanos. Sem os outros membros da comunidade de vida, os animais, as plantas, os rios, os micro-organismos do solo, não somos nada. Eles valem como novos cidadãos que devem ser incorporados na nossa compreensão de democracia que então será uma democracia socioambiental. A natureza e as coisas dão-nos sinais. Elas nos chamam atenção para os eventuais riscos que podemos evitar.

Não basta a responsabilidade social, ela deve ser socioambiental. É urgente que o Parlamento cresça em consciência ecológica, desperte para a nova visão da relação homem-natureza-Terra e vote uma lei de responsabilidade socioambiental, imposta a todos os gestores da coisa pública. Só assim evitaremos tragédias e mortes como as ocorridas agora em Xerém, em Petrópolis e Angra dos Reis.

Leonardo Boff é ecoteólogo e um dos redatores da Carta da Terra.
http://brasiliaempauta.com.br
Postado por MATUTINHA 



UFRN aprova EBSERH sem participação estudantil


Na tarde desta quinta-feira, ocorreu o CONSUNI, com a finalidade de se votar a adesão ou não da EBSERH pela UFRN. O DCE foi informado pelos organizadores que a reunião começaria às 15h, no entanto os representantes do DCE chegaram às 14h15 quando foram pegos de surpresa pois a reunião já tinha acontecido. 

Aconteceu uma reunião sem participação estudantil e dos servidores técnicos administrativos da Universidade, o CONSUNI então resultou na aprovação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Por esta razão, nós do DCE-UFRN declaramos LUTO.. Achamos, além de equivocada, a decisão anti-democrática, pois não foram ouvidos os principais atingidos, os estudantes. 

Postado por DCE - UFRN

sábado, 12 de janeiro de 2013

REGIÃO AGRESTE A ÚNICA DO ESTADO QUE NÃO TEM CAMPUS DA UERN, CONFIRA!

A Universidade estende suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, através dos cursos vinculados ofertados em Unidades acadêmicas denominadas Campi Avançados. Atualmente estão estruturados e em funcionamento os seguintes campi da UERN:

1. Campus Universitário Central, em Mossoró

 
  

2. Campus Avançado de Assu.

 
  

3. Campus Avançado  de Caicó.

 
  

4. Campus Avançado de Natal.

 
  

5. Campus Avançado de Patu.

 
  

6. Campus Avançado de Pau dos Ferros.

 

 Fonte: UERN