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| ELEIÇÕES DA UERN 2013 |
Comunidade acadêmica da UERN escolhe hoje novo representante
Alunos, corpo docente e técnicos da Universidade Estadual do Rio
Grande do Norte (UERN) vão às urnas nesta quarta-feira para escolher o
novo reitor e vice-reitor que irão assumir a direção da instituição de
ensino superior pelos próximos quatro anos. São esperados cerca de 13
mil eleitores, que deverão optar entre três candidatos para o cargo de
reitor e quatro candidatos para vice, caracterizando uma eleição
distinta. Apurados os votos, o novo titular da instituição poderá ter
como companheiro o vice do outra chapa. O resultado das eleições está
previsto para ser divulgado até a meia noite desta quinta-feira, seguido
da nomeação por parte da governadora do Estado.
Ana Lúcia Dantas, atual diretora do campus da UERN em Natal,
candidata de oposição à atual gestão, é a única mulher na disputa.
“Nossa principal proposta é conquistar a autonomia universitária, pois a
nossa universidade tem uma dificuldade muito grande com relação a
orçamento. Além disso, queremos uma instituição mais democrática e uma
sede descentralizada. O fato do Campus Central ser em Mossoró causa
dificuldade aqui na capital e nos outros campi, pois questões que vão de
almoxarifado às reuniões de planejamento são direcionadas para aquela
região”, apontou. Além dos pontos apresentados, a chapa representada por
Ana Dantas ainda propõe a criação da Pró-Reitoria de Assistência
Estudantil.
Outro candidato na disputa eleitoral é o diretor do campus em Pau dos
Ferros, Gílton Sampaio de Souza, que também é candidato de oposição.
Entre as propostas de destaque estão a descentralização administrativa e
a maior articulação entre a Universidade e os municípios do Estado.
“São 44 anos de um mesmo modelo de gestão que precisa ser mudado. Venho
com uma experiência inovadora aplicada em Pau dos Ferros, que certamente
poderá ser aproveitada como exemplo macro”, disse. Reforma do estatuto
jurídico e elaboração de projeto físico-estruturante também estão
inclusas nas propostas do candidato.
O outro concorrente ao título de reitor, Pedro Fernandes Ribeiro
Neto, atual pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, é o representante
com apoio do atual reitor, Milton Marques. O JORNAL DE HOJE tentou
contato com ele por telefone, mas não obteve retorno. Sua principal
defesa eleitoral diz respeito à autonomia financeira da Universidade
Estadual.
O Campus da UERN tem como extensão os pólos de Natal, Mossoró, Assú,
Caicó, Patu e Pau dos Ferros, contando ainda com núcleos avançados em
Alexandria, Apodi, Areia Branca, Caraúbas, João Câmara, Macau, Nova
Cruz, Santa Cruz, São Miguel, Touros e Umarizal. Todos os candidatos que
concorrem ao cargo principal possuem o título de doutor.
Professor do curso de Filosofia da instituição e diretor interino do
campus em Natal, João Maria Pires acredita que a UERN ainda precisa
aparecer mais em termo de Estado. “Crescemos no número de alunos,
profissionais, número de cursos, mas ainda precisamos ter maior
visibilidade em termo de Estado, mesmo estando presente em diversos
municípios do RN. Precisamos aparecer no que temos de melhor, como no
reconhecimento da competência dos profissionais e dos nossos alunos”,
disse.
“A preocupação que devemos ter diante da escolha do novo reitor é
saber optar por aquele que apresenta maior competência para representar
essa unidade institucional, procurando atender a todos os núcleos que a
UERN chega com qualidade e condições adequadas”, afirmou o professor. O
sistema eleitoral da UERN concede aos professores 70% do poder de voto,
enquanto que alunos e técnicos possuem 15% cada.
Aluna do curso de direito e vice-presidente do DCE (Diretório Central
dos Estudantes), Bárbara Medeiros critica o sistema de representação
dos votos. “Queremos que a universidade mude para melhor, saindo desse
cenário de ‘mesmisse’ contínua. Sentimos falta de incentivo e queremos
uma reitoria que saiba dialogar e atender a nossas demandas, que acabam
sendo as demandas da própria universidade”, afirmou.
“Lutamos pela paridade de votos, pois nós estudantes, que estamos em
maior número, temos pouca representatividade – situação que acaba
desestimulando na luta pelos nossos direitos. Isso é uma falta de
respeito pelos estudantes. Passamos mais de quatro anos na universidade e
não temos voz”, disse Bárbara Medeiros.
Fonte: Jornal de Hoje
Matéria do dia 15 de fevereiro de 2013
Capistrano: A Uern e o futuro reitor
2013, ano de eleição na Uern, a comunidade universitária deverá escolher o seu dirigente máximo. Vai ser eleito e nomeado o novo reitor. Pelo caminhar do andor será escolhido, pela primeira vez, um docente da geração pós-estadualização. Portanto, uma escolha que tem um significado histórico importante para instituição.
Por
ordem de reitorado, já passaram pela reitoria da Furrn/Uern, desde sua
fundação (1968), até os dias de hoje, os professores: João Batista
Cascudo Rodrigues, Maria Gomes, Elder Heronildes, Genivan Josué Batista,
Walter Fonseca, Laplace Rosado Coelho, Padre Sátiro Cavalcanti Dantas,
Antonio de Farias Capistrano, Antonio Gonzaga Chimbinho, Maria das Neves
Gurgel, Walter Fonseca e Milton Marques de Medeiros. Todos oriundos da
antiga Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte - Furrn.
Todos protagonistas, com maior ou menor participação, na luta pela
definição do status quo da nossa Universidade, na época uma fundação
municipal que funcionava precariamente. Todos os reitores que até o
momento dirigiram a Uern são conhecedores das grandes dificuldades da
antiga instituição universitária e conscientes da importância da
estadualização para a nossa instituição de ensino superior.
Os reitores que até aqui comandaram a Uern conheceram os dois lados da moeda – a antiga Furrn e a nova Uern. Na eleição que se avizinha estamos vislumbrando uma disputa entre docentes da geração pós-estadualização, todos concursados, com pós-graduação e com experiência administrativa na instituição. Alguns já disputaram cargos na administração, exerceram ou exercem funções nos diversos setores da universidade, tanto acadêmico como administrativo. Portanto, conhecem a instituição, o seu funcionamento e os seus problemas.
Espero que essa campanha eleitoral seja um momento muito rico e positivo para a Uern. Cada candidato apresentando sua proposta de trabalho, debatendo com a comunidade universitária os problemas e os caminhos que a universidade deve tomar.
A meu ver é importante manter, com independência e equilíbrio, um bom relacionamento com o governo do estado. Claro, sem deixar de defender de forma permanente a autonomia da instituição, no que preceitua a Constituição Federal e Estadual: Autonomia administrativa, pedagógica e financeira, todas fundamentais para o bom funcionamento de qualquer instituição universitária. É bom lembrar que o ocupante da cadeira de governador é o Chanceler da Universidade.
Não só como ex-reitor, mas, e, principalmente, como cidadão comprometido com o ensino público, gratuito e de boa qualidade. Estarei ligado no debate, se possível, dando a minha modesta colaboração nas discussões sobre a Uern e o seu futuro.
Acho que um dos temas que não pode deixar de estar presente nesta campanha é a questão da autonomia universitária, principalmente a financeira, ela é basilar para um bom desempenho da nossa instituição. Outra questão imprescindível é o papel da Uern no processo de desenvolvimento do nosso Estado. Como a Universidade pode participar de forma efetiva dos programas e projetos nas diversas áreas de interesse do RN, essa é uma questão que precisa ser explicitada. A Uern não pode ficar ausente dessas ações, este é um ponto fundamental para um bom entrosamento entre a Uern e o governo do Estado, como também para acabar com a ideia, que circula em todos os governos, de que a universidade é um peso para os cofres do Rio Grande do Norte.
A Uern não pode e nem deve ficar ausente dos convênios que são celebrados entre o governo estadual e instituições universitárias do RN, ela tem que ter prioridade na escolha para elaboração e execução desses projetos. Ela pertence ao Estado.
Outro ponto importante. O novo reitor terá que se movimentar em busca de recursos do governo federal e de convênios com instituições nacionais e internacionais. Esses recursos e esses convênios são fundamentais para a melhoria acadêmica e da sua estrutura física. A universidade não deve fica dependendo somente do Estado.
Tenho conversado com velhos companheiros da Uern e com alguns ex-reitores, de forma mais constante com o meu cunhado o ex-reitor Antonio Gonzaga Chimbinho, todos atentos ao processo de escolha do novo reitor e ao futuro da Uern.
Pelas informações que tenho recebido já se apresentam como candidatos a reitor: Ana Dantas, diretora do Campus de Natal; Gilton Sampaio, diretor do Campus de Pau dos Ferros e Pedro Fernandes, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação. Todos qualificados e prontos para assumir essa nova tarefa. Eu boto fé nessa nova geração.
Vamos esperar pelos debates e, pelas propostas, aí sim, escolher de forma democrática, sem ingerência externa, o melhor para a Uern.
Os reitores que até aqui comandaram a Uern conheceram os dois lados da moeda – a antiga Furrn e a nova Uern. Na eleição que se avizinha estamos vislumbrando uma disputa entre docentes da geração pós-estadualização, todos concursados, com pós-graduação e com experiência administrativa na instituição. Alguns já disputaram cargos na administração, exerceram ou exercem funções nos diversos setores da universidade, tanto acadêmico como administrativo. Portanto, conhecem a instituição, o seu funcionamento e os seus problemas.
Espero que essa campanha eleitoral seja um momento muito rico e positivo para a Uern. Cada candidato apresentando sua proposta de trabalho, debatendo com a comunidade universitária os problemas e os caminhos que a universidade deve tomar.
A meu ver é importante manter, com independência e equilíbrio, um bom relacionamento com o governo do estado. Claro, sem deixar de defender de forma permanente a autonomia da instituição, no que preceitua a Constituição Federal e Estadual: Autonomia administrativa, pedagógica e financeira, todas fundamentais para o bom funcionamento de qualquer instituição universitária. É bom lembrar que o ocupante da cadeira de governador é o Chanceler da Universidade.
Não só como ex-reitor, mas, e, principalmente, como cidadão comprometido com o ensino público, gratuito e de boa qualidade. Estarei ligado no debate, se possível, dando a minha modesta colaboração nas discussões sobre a Uern e o seu futuro.
Acho que um dos temas que não pode deixar de estar presente nesta campanha é a questão da autonomia universitária, principalmente a financeira, ela é basilar para um bom desempenho da nossa instituição. Outra questão imprescindível é o papel da Uern no processo de desenvolvimento do nosso Estado. Como a Universidade pode participar de forma efetiva dos programas e projetos nas diversas áreas de interesse do RN, essa é uma questão que precisa ser explicitada. A Uern não pode ficar ausente dessas ações, este é um ponto fundamental para um bom entrosamento entre a Uern e o governo do Estado, como também para acabar com a ideia, que circula em todos os governos, de que a universidade é um peso para os cofres do Rio Grande do Norte.
A Uern não pode e nem deve ficar ausente dos convênios que são celebrados entre o governo estadual e instituições universitárias do RN, ela tem que ter prioridade na escolha para elaboração e execução desses projetos. Ela pertence ao Estado.
Outro ponto importante. O novo reitor terá que se movimentar em busca de recursos do governo federal e de convênios com instituições nacionais e internacionais. Esses recursos e esses convênios são fundamentais para a melhoria acadêmica e da sua estrutura física. A universidade não deve fica dependendo somente do Estado.
Tenho conversado com velhos companheiros da Uern e com alguns ex-reitores, de forma mais constante com o meu cunhado o ex-reitor Antonio Gonzaga Chimbinho, todos atentos ao processo de escolha do novo reitor e ao futuro da Uern.
Pelas informações que tenho recebido já se apresentam como candidatos a reitor: Ana Dantas, diretora do Campus de Natal; Gilton Sampaio, diretor do Campus de Pau dos Ferros e Pedro Fernandes, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação. Todos qualificados e prontos para assumir essa nova tarefa. Eu boto fé nessa nova geração.
Vamos esperar pelos debates e, pelas propostas, aí sim, escolher de forma democrática, sem ingerência externa, o melhor para a Uern.
Matéria do dia 15 de fevereiro de 2013

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